Animais sinantrópicos e suas interações: uma questão de saúde pública.

 As doenças no meio urbano são muito comuns, principalmente porque a quantidade de lixo acumulados nas ruas, atraem alguns animas que servem de vetores de algumas doenças como, por exemplo: leptospirose, Salmonella, toxoplasmose, …, raiva, Histoplasmose.

 Geralmente esses animais migram para as grandes cidades pela disponibilidade de abrigo, alimento e em alguns casos a ausência de predadores. Esses são tidos como pragas, visto que na sua maioria, eles conseguem se reproduzir de forma muito rápida, atingindo grandes populações, em um período curtíssimo.

Esses animais são denominados sinantrópicos. Dentro deste grande grupo temos: ratos, pombos, pulgas, baratas, carrapatos, ácaros, morcegos, …, piolhos. Todos esses animais possuem uma característica em comum; conseguem viver concomitante com o homem. Mas, no geral esses animais trazem consigo doenças, que prejudicam muito o ser humano.

E o contato de animais sinantrópicos com os animais domésticos, só ajuda na maior disseminação de doenças, já que, os animais domésticos, cães e gatos, são passíveis de serem infectados e transmitirem a doença para seus tutores.

Questões como essas, são ainda mais agravadas quando pessoas alimentam animais silvestres ou sinantrópicos; pois esses tendem sempre a voltar no local em busca de comida; e junto com eles as doenças. Pode ser muito fofinho alimentar o “macaquinho” o “pombinho”. Porém, as consequências são drásticas, além de transmissão de zoonoses, existem descontroles ecológicos, como por exemplo: superpopulação de determinada espécie, desequilíbrio na cadeia alimentar, enfraquecimento das próximas proles…

Os impactos dessas interações, refletem diretamente na saúde pública, pois aumenta casos de infecções respiratórias, gastrointestinais ou quadros clínicos gravíssimos que podem levar a óbito.

E o pior é que geralmente essas doenças estão fortemente ligadas com a urbanização desordenada. A falta de infraestrutura em comunidades de assentamento, atraem, devido acúmulo de lixo e esgotamento sanitário a céu aberto, diversos animais em busca de recursos alimentares. Não é difícil ver ratos em meio aos montes de lixo jogados nas ruas. E infelizmente, é essa parcela de indivíduos que mais sofre com isso.

Mas, não é só em bairros pobres que estão sujeitos a invasões nada agradáveis; pois esses animais possuem uma grande facilidade de adaptação, o que lhes dá ampla distribuição geográfica, podendo ser encontrados em qualquer local, até mesmo em residências da zona rural.  

Portanto, ações de controle e a conscientização da população é uma das maiores armas para o combate de doenças transmitidas por animais. Promover coleta de lixo, e disponibilizar água potável, saneamento básico; são medidas essenciais para erradicar doenças. Além disso, manter a vacinação do pet em dia ajuda a minimizar as transmissões. Ações de educação ambiental na escola, também são muito eficazes. E é claro, cada um fazer sua parte. Não é simplesmente cruzar os braços e esperar que a prefeitura resolva.

BIBLIOGRAFIAS

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