Parcelamento de terras e o crescente desmatamento.

O crescimento desordenado de cidades e até mesmo de vilas na zona rural, têm gerado um impacto relevante no meio ambiente. Na zona rural, em específico, tem sido crescente a quantidade de loteamentos irregulares.

Alguns lugares da zona rural, de grande potencial turístico vem dando espaço para um novo perfil de compradores de lote irregular. Hoje, parte dos terrenos são vendidos para pessoas que possuem alto poder aquisitivo. O que não quer dizer que os impactos na natureza, será menor. Visto que, em locais onde havia matas ou áreas de proteção permanente estão se abrindo espaços, enormes, para construções grandes. No geral, estão sendo construído diversas casas de estadia e condomínios.

E os impactos já começam desde a instalação do projeto, onde é feito a terraplanagem, que nem sempre é vistoriada/ aprovada pelo órgão ambiental competente. E é nessa terraplanagem, que são soterrados toda ou grande parte da biomassa proveniente do desmatamento, acarretando a produção de chorume, por exemplo. Outra coisa bem comum, é ao findar a obra, a destinação dos restos de material de construção. E durante o funcionamento a produção de resíduos sólidos e de efluentes, que possivelmente devido a irregularidade do empreendimento dificulta as ações do município, e que por isso, vão parar em rios ou no solo; ocasionado assim vários problemas ambientais sérios.

E quando analisamos bem, podemos notar que ainda assim, é muito mais custoso, quando os loteamentos irregulares são feitos para atender pessoas de baixa renda. Que se tem como agravante de que, além, o munícipio ter problemas de urbanismo, surgem outros problemas, como por exemplo: agravamento da falta de saneamento básico, falta de água potável, casas construídas de forma inadequada ou em local inapropriado.

O que levaria o munícipio ter gastos maiores com saúde pública, visto que a incidência de doenças parasitárias ou catástrofes ocasionadas por eventos naturais, aumentaria. Sendo assim, os impactos socioambientais nessas zonas de parcelamento de terras irregulares, será bem maior.

Portanto, apesar de apresentado os dois, principais perfis, distintos, de compradores desses lotes, podemos inferir que haverá problemas ambientais em ambos os casos. E que a melhor forma de evitar o crescimento desordenado é através da fiscalização, por isso é importante que o município esteja sempre monitorando essas áreas. Além disso, reuniões com as comunidades, ajudam a estreitar laços e aumenta a eficácia de medidas que previnam a ocorrência desses parcelamentos de terras irregulares. É muito mais fácil evitar o problema do que, posteriormente ter que implantar medidas mitigadoras ou compensatórias.

Bibliografias

MAIA, Doralice Sátyro. A periferização e a fragmentação da cidade: loteamentos fechados, conjuntos habitacionais populares e loteamentos irregulares na cidade de campina grande-PB, Brasil. Scripta Nova. Revista Electrónica de Geografía. Disponível em: < https://www.academia.edu/download/35945954/Doralice_Maia-_Periferizacao_e_Fragmentacao_CG_GEOCRITICA_2010_2.pdf>. Acesso em: 10 de maio de 2021.

REANI , Regina Tortorella; FRANCISCO, José. Cidades média e expansão de loteamentos irregulares em áreas de preservação ambiental. Revista Geografia e Pesquisa, Ourinhos, v. 8, n. 2, p. 19-36, 2014. Disponível em:<http://vampira.ourinhos.unesp.br/openjournalsystem/index.php/geografiaepesquisa/article/view/183>. Acesso em: 10 de maio de 2021.,

SANTORO, Paula Freire. Entre o rural e o urbano: zonas de chácaras, sítios de recreio ou ranchos e a preservação do meio ambiente. Trabalho apresentado no APPURBANA, 2014 – anpur.org.br. Disponível em: < http://anpur.org.br/app-urbana-2014/anais/ARQUIVOS/GT3-180-35-20140518153453.pdf>. Acesso em 10 de maio de 2021.

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