Avanço da obesidade no Brasil

A obesidade é uma doença crônica não transmissível (DCNT). E está relacionada ao acúmulo excessivo de tecido adiposo (gordura). O desenvolvimento dessa doença está relacionado a questões genéticas, uma predisposição para desenvolver a doença, e questões ambientais, que são os fatores externos; como modo de vida em geral do indivíduo.

Pesava-se uma que obesidade era uma doença que afetava apenas países desenvolvido, onde a maioria são pessoas com condições financeiras melhor; porém atualmente a obesidade é uma doença que afeta muitos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. As mudanças econômicas, sociais e demográficas, contribuem para distribuição irregular de obesos no território brasileiro; sendo que existe uma maior concentração de pessoas obesas em alguns pontos específicos do país.

E o mais interessante, é que os mais obesos; não são aqueles que possuem a maior renda, e sim aquelas pessoas de baixa renda. Havendo uma inversão do que se acreditava. Vale lembrar, que o aumento da obesidade está atrelado ao processo de industrialização; visto que, com a ascensão de recursos tecnológicos, o ser humano passou a mudar hábitos de vida, principalmente em dois pilares: consumo de alimentos e atividade física.

Com aumento de produtos industrializados proporcionalmente houve um aumento de densidade energética na alimentação. Na zona urbana, principalmente, com a saída de homens e mulheres para trabalhar, a alimentação fora de casa ganha destaque e o crescimento na oferta de refeições rápidas (fast food) favorecem uma alimentação com um valor calórico muito alto. Além disso, o crescimento do consumo de alimentos industrializados e processados (enlatados) é outra questão que reflete no ganho de massa corpórea.

Entretanto, não foi só o modo de se alimentar que propiciou esse aumento de pessoas obesas; mas também a quantidade de exercício físico realizado durante o dia. Sabemos, que antes da chegada de automóveis e sua ampla distribuição; as pessoas tinha que realizar esforço físico para se locomoverem. Vale salientar também, que os trabalhos domésticos foram facilitados por equipamentos, proporcionando assim maior sedentarismo para as mulheres, grupo mais afetado pelo excesso de peso. Outra questão que influencia é a alteração das atividades de lazer, que hoje ficam de uso restrito a tvs, celulares e computadores. O que faz com que pessoas se movimentem menos no seu dia a dia.

A obesidade não é apenas um problema estético, porque junto ao ganho de massa; vem prejuízos a saúde e diversas doenças bem contemporâneas. Como por exemplo: dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos, distúrbio do aparelho locomotor, diabetes, hipertensão, triglicerídeos, colesterol alto, doença coronariana, Acidentes Vasculares Cerebral (AVC), osteoartrite e alguns tipos de câncer. Se tornado assim um problema de saúde pública.

Portanto, instruir um novo modo de vida nas unidades de saúde, convidando as pessoas para adquirir um modo de vida mais saudável é essencial para promover mudança comportamental. Além de sempre conscientizar os alunos das escolas, em programas de intersetorialidade, dos problemas relacionados a má alimentação e a falta de exercícios físicos. O acesso a informação de qualidade, neste caso, evita problemas na qualidade de vida, problemas de ajustes sociais, perda de produtividade e evita que pessoas morram.

Referências

Luciana Bahia, Denizar Vianna Araújo. Impacto econômico da obesidade no Brasil. Revista HUPE, Rio de Janeiro, 2014;13(1):13-17. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/9793. Acesso em: 20 de junho de 2021.

Mendonça, Cristina Pinheiro e Anjos, Luiz Antônio dos. Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil. Cadernos de Saúde Pública [online]. 2004, v. 20, n. 3, pp. 698-709. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000300006&gt;. Acesso em 20 de junho de 2021.

Pinheiro, Anelise Rízzolo de Oliveira, Freitas, Sérgio Fernando Torres de e Corso, Arlete Catarina Tittoni. Uma abordagem epidemiológica da obesidade. Revista de Nutrição [online]. 2004, v. 17, n. 4, pp. 523-533. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1415-52732004000400012&gt;. Acesso em: 20 de junho de 2021.

VANESSA ALVES FERREIRA e ROSANA MAGALHÃES. Obesidade no Brasil: tendências atuais. VOL. 24, N.º 2. Disponível em: < https://run.unl.pt/bitstream/10362/95877/1/2-06-2006.pdf>. Acesso em 20 de junho de 2021.

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