Aquecimento global, Permafrost e humanidade

A preocupação com o aquecimento global não é uma questão recente. Inúmeros estudos já demostraram que cada ano que passa; o clima mundial sofre alterações. Apesar do aquecimento global ser um fenômeno natural, desde a época de revolução industrial; o homem vem agravando essa condição climática. Atitudes como, as queimadas, o desmatamento e queima de combustíveis fósseis; servem de estopim para o aceleramento desse aquecimento.

Isso porque, todas essas atitudes geram mais gases do efeito estufa (gás carbônico e gás metano). E como parte da energia solar que entra na atmosfera não conseguirá retornar através da reflexão para o espaço, aumentará na superfície a energia absorvida, e consequentemente a temperatura terrestre.E tudo isso favorece para as mudanças climáticas, as quais já sentimos seus efeitos na pele.

 E outra questão que o aquecimento global vem agravando é derretimento das geleiras, no Alasca e na Rússia, principalmente. O derretimento do Permafrost (terra e solo congelados) trás consigo riscos bem maiores do que aumento do nível do mar. Descobriu-se recentemente que o degelo do permafrost, além de “desenterrar” grandes sítios arqueológicos com carcaças animais bem preservadas de séculos atrás, é uma caixa de pandora de doenças erradicadas e pré-históricas.

 Ao analisar o terreno, onde ocorre o degelo, descobriu-se uma gama de microrganismos, como bactérias. E foram descobertos diversos vírus em estado de dormência. Para elucidar a questão, em 2016 um menino e mais de duas mil renas, morreram de uma doença bacteriana, Antraz, que havia sido extinguida a mais de setenta e cinco anos; doença essa que retornou após o descongelamento de uma carcaça de rena que estava no gelo. Isso nos mostra o potencial risco biológico escondido no gelo.

Além disso, toda a matéria orgânica congelada reserva de carbono orgânico equivalente a 1.700 bilhões de toneladas por metro quadrado, esperando para ser liberado na atmosfera, é bem mais do que lançamos na atmosfera até o presente momento. E como agravante, a maioria dos microplásticos produzidos pela humanidade está congelado no ártico, fora em dizer que existe uma enorme quantidade de mercúrio nesses locais. Ou seja, tudo isso será liberado a medida que o gelo for derretendo, e entrará na cadeia alimentar e afetará diretamente nós humanos.

As reais consequências disso, ainda não estão claras, o que temos em mãos são apenas especulações; mas, com certeza é mais um problema para nos impulsionar para um consumo mais consciente; a fim de zelar pelo nosso planeta. Frear o aquecimento global é mais do que necessário para nossa permanência nesse planeta, é essencial.

REFERÊNCIAS:

VE Romanovsky ; DS Drozdov ; et.al. Estado térmico do permafrost na Rússia. Wiley online library. Disponível em: < https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/ppp.683&gt; Acesso em 07 de agosto de 2021.

Schuur, E., Abbott, B. High risk of permafrost thaw. Nature 480, 32-33 (2011). https://doi.org/10.1038/480032a. Disponível em: <https://www.nature.com/articles/480032a#citeas&gt; . Acesso em 07 de agosto de 2021.

SMEDLEY, Tim. Pollution, anthrax – even nuclear waste – could be released by global warming. BBC Future, 2019. Disponível em: <https://www.bbc.com/future/article/20190612-the-poisons-released-by-melting-arctic-ice&gt;. Acesso em: 04 de agosto de 2021.

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