ESPÉCIES GUARDA-CHUVA, UMA QUESTÃO DE CONSERVAÇÃO.

A fragmentação de florestas, hoje se constitui uma das principais causas de perda da biodiversidade. Pois, muitas espécies são altamente sensíveis a esses recortes de habitat; porque além de representar um risco para o fluxo gênico, diminuindo a variabilidade genética e consequentemente a resistência a doenças congênitas; conferem alto risco de diminuição de recursos, como: alimento, água, parceiro reprodutivo e área de sobrevivência. O que acaba forçando muitas vezes uma migração forçada, de espécies de maior deslocamento, entre fragmentos; deixando com que esses animais estejam mais vulneráveis a atropelamentos, predação por predadores e até mesmo a caça.

Por isso, é tão importante definir planos de conservação que contemple a fauna sobrevivente nos fragmentos florestais. E uma das mais recentes técnicas, propõe a seleção de grupos faunísticos funcionais e mais sensíveis a perturbações antropogênicas; que de alguma forma possui espécimes que dependem deste animal. Ou seja, é a seleção de uma espécie guarda-chuva, que ao preservá-las, é possível beneficiar a conservação de outras espécies dependentes. Essas espécies guarda-chuva, são consideradas grupos funcionais, já que, sua presença é de extrema importância para aquele habitat e serve de indicador de avaliação da qualidade dos fragmentos, onde está inserido.

Entretanto, existem alguns critérios na escolha de indivíduos guarda-chuva; pois é necessário que se conheça, qual a capacidade de dispersão, o nicho ecológico, o tamanho da área de deslocamento e, principalmente, qual é a especialização de habitats e/ou micro-habitat. E vale lembrar, que em um Plano Ação para conservação deve se escolher várias espécies que servem de guarda-chuva, pois, espécies diferentes, interações com grupos faunísticos diferentes; isso confere maior abrangência dentro de um fragmento. E além do estudo da espécie a ser utilizada, é importante que se analise o ambiente, no caso o fragmento, pois o tamanho do local, a conectividade e o formato; pode se tornar um fator limitante na escolha de determinada espécie.Sendo assim, a escolha da espécie depende intrinsicamente do tamanho do fragmento.

REFERÊNCIAS:

METZGER, Jean Paul. Como lidar com regras pouco óbvias para conservação da biodiversidade em paisagens fragmentadas. Rev. Ponto de Vista, Natureza & Conservação – vol. 4 – nº2 – Outubro 2006 – pp. 11-23v. Disponível em: <http://www.lauxen.net/conecte/referencias/Metzger_2006a.pdf&gt;. Acesso em: 11 de dezembro de 2021.

COELHO, M.T.P; HASUI, E.; JORDANI, M.X. Uso de espécies guarda-chuva: estimativa da qualidade potencial dos fragmentos remanescentes para conservação da biodiversidade. X Congresso de Ecologia do Brasil, 16 a 22 de Setembro de 2011, Sao Lourenco – MG. Disponível em: < http://seb-ecologia.org.br/revistas/indexar/anais/xceb/resumos/1175.pdf&gt;. Acesso em: 11 de dezembro de 2021.

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